Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Julho 31, 2009

Vietnam

Queríamos uma lua-de-mel. Mas não queríamos uma lua-de-mel tradicional, numa praia paradisíaca, de papo para o ar dias a fio. Queríamos mais uma vez Viajar, aproveitar a oportunidade para conhecer mais um destino, uma cultura, tradições, gastronomia, paisagens; queríamos mais uma vez embrenhar-nos na vida quotidiana de uma cultura diferente da nossa.

Havia várias hipóteses, mas tínhamos que nos decidir por uma. Por isso, começamos a tecer critérios: teria que ter costa para passarmos 2 ou 3 dias a descansar; teria que ter rede de transportes; entre outros critérios.

Ficamos com os dois últimos destinos: Vietnam ou Myanmar (antiga Byrmania). A decisão foi feita com base nas circunstâncias, uma vez que foi nessa altura que deflagrou a crise na Byrmania.

Assim sendo… Fomos para o Vietnam, embora a família e os amigos pensassem que não era um destino para lua-de-mel pois deveria estar destruído pela guerra com os Estados Unidos da América.
A viagem até à cidade Ho Chi Minh (antiga Saigão e capital económica do Vietnam) foi feita com várias escalas: Porto até Londres, de Londres até ao Reino do Qatar e finalmente até Ho Chi Minh, que no esperava com os seus 30ºC e 80% de humidade. Para nosso alívio, desta vez não nos perderam as mochilas.

Ho Chi Minh é uma metrópole, bastante diferente das cidades Indianas. É um misto de ocidente com cultura local. O trânsito continua a ser caótico, poluição (anda tudo de mota e máscaras), os hotéis e os restaurantes são melhores, lojas dos grandes estilistas… Em suma: já não estamos habituados a estes luxos!

Depois de termos descansado um pouco no hotel fomos jantar a um fantástico restaurante: Nam-Phan. Aqui fomos presenteados com uma variedade gastronómica de fazer crescer água na boca e tudo servido com um certo requinte. Afinal de contas estamos em lua de mel!!!

Restaurante Nam Phan

Restaurante Nam Phan

Com a deliciosa gastronomia local já provada, o objectivo seguinte foi conhecer Ho Chi Minh.

Ho Chi Minh é a maior cidade do Vietnam, tem cerca de 6,1 milhões de habitantes e deve o seu nome a um famoso revolucionário e estadista vietnamita.

Visitamos mercados e alguns locais de interesse. Entre alguns museus que visitamos temos a destacar aquele que mais nos impressionou, o Museu da Guerra, que obviamente relata os factos decorridos durante a Guerra do Vietnam, aqui conhecida como a Guerra da América. Não vale a pena descrever o que vimos, pois esta guerra todos conhecemos, mas de facto é realmente impressionante o que o Homem é capaz de fazer nas guerras.

Trânsito em Ho Chi Minh

Trânsito em Ho Chi Minh

O nosso destino seguinte é Phu Quoc, ilha paradisíaca, situada no sul do País, no golfo da Tailândia, onde planeamos passar 2 ou 3 dias de bom e merecido descanso.

Descobrimos que não há grandes transportes públicos como tínhamos na Índia, por isso compramos uma viagem de camioneta tipo excursão para nos deslocarmos até ao sul (Mekong Delta – My Tho).

Antes de partirmos ainda fomos experimentar mais uma iguaria da gastronomia indiana: wrap and roll – a fast food vietnamita; ou talvez mais o “faça você mesmo”.
O Sérgio a preparar um spring roll

O Sérgio a preparar um spring roll

No dia seguinte, seguimos viagem, de camioneta, com um grupo de turistas, do qual se destacam dois casais de italianos, reformados, na casa dos 60, que desde que se reformaram dedicam-se em fazer viagens aventureiras por países culturalmente diferentes da velha Europa.

Os nossos amigos italianos

Os nossos amigos italianos

Mekong Delta é a zona sudoeste do Vietnam onde existem uma série de canais do Rio Mekong, rio que vem do Tibete, passa por vários países e desagua no sul do Vietnam através desta vasta rede de canais. Ocupa uma zona de 39 mil Km2, sendo que a área da zona coberta de água depende da época do ano.

 

Aqui as pessoas vivem praticamente nas margens dos canais ou em casas flutuantes. É uma zona de floresta densa, onde faz muito calor e se viaja de canoa.

Para além de visitarmos a zona do delta, conhecemos umas aldeias onde se fazem rebuçados de coco, percorremos os canais de barco e canoa e ainda apanhamos uma tempestade tropical, o que é normal.

Fabrica de rebuçados artesanal

Fábrica de rebuçados artesanal

Viagem de canoa pelos canais

Viagem de canoa pelos canais

No final da excursão, enquanto os turistas regressaram a Ho Chi Minh, nós continuamos sozinhos mais para sul.

Aqui começaram os nossos primeiros contratempos (nada de novo para quem viaja por sua conta e risco).

A história dá um filme vietnamita…

No sul não há táxis, então o guia da excursão mandou parar duas motas (lambretas pequeníssimas) e lá fomos nós (cada um na sua) com o respectivo condutor e as mochilas, até os condutores se lembrarem de nos deixar na berma da estrada, quando nós tínhamos pedido para nos levaram até à estação de camionetas.

 Nesta altura apercebemo-nos que no Vietnam não se fala inglês (nem mesmo nos postos de turismo – ao estilo do filme Babel) e a nossa vida complicou-se, pois queríamos ir mais para sul de camioneta. Depois de muita discussão (até a linguagem gestual é diferente), de terem posto as nossas mochilas dentro de uma carrinha que parou lá na berma da estrada e de nós termos voltado a tirar as mochilas para fora, acabamos por entrar noutra carrinha de 8 lugares, com toda a gente a olhar para nós.

Chegados ao destino (Vinh Long) pagamos 3 vezes mais do que qualquer Vietnamita, apanhamos mais uma mota e lá chegamos ao hotel.

Em Vinh Long, a noite foi complicada, não havia turistas (apenas nos cruzamos com um casal de turistas que ficou tão surpreso por nos ver como nos a eles), queríamos sair dali, mas não sabíamos como comunicar com aquelas pessoas. Queríamos comprar bilhetes de autocarro, mas como aqui nada está traduzido para inglês, nem os nomes dos edifícios, nem informações, acabamos a tentar comprar bilhetes de autocarro no posto dos correios e ainda a insistir com a funcionária!!!

Sair desta cidade foi uma tarefa quase impossível, mas lá conseguimos: de taxi até Can Tho, de autocarro de 8 lugares até Rach Gia , de mota (de baixo de chuva torrencial e com as estradas completamente alagadas) até ao ferry boat e por fim 3 horas de ferry boat até ao nosso destino.

Mas, tudo foi recompensado quando avistamos o nosso destino: Phu Quoc!!

Não há palavras para descrever esta ilha… É considerada a pérola do Vietnam e bastou um dia para perceber porquê.

Ficamos instalados num bungalow de um resort (http://www.seastarresort.com/eng/ ), que fica a poucos metros do mar e que, se chover muito, a água do mar entra pela porta dentro.

O nosso bangalow

O nosso bangalow

Muito resumidamente, Phu Quoc é uma ilha idêntica àquelas ilhas da Tailândia, mas deserta, ainda pouco desenvolvida (estradas em terra), com um parque natural na sua costa e onde é pescado a maioria do marisco e peixe (a comida é maravilhosa)….

Por causa do extremo calor, o dia começa por volta das 5 ou 6 da manhã, mas também termina cedo, por volta das 18.00h e, das 11.00 às 16.00 é impossível estar ao sol por causa do calor.

O primeiro dia foi passado a explorar a ilha nas imediações do nosso hotel. No segundo dia fomos numa camioneta, por uma estrada de terra vermelha, pelo meio da ilha, com um casal de alemães, um casal suíço, duas primas (uma indiana outra inglesa) e um checo que vive na Nova Zelândia, para uma experiência de snorkeling.

Chegados ao porto de pesca (a doca da zona), embarcamos em direcção às ilhas mais pequenas que rodeiam Phu Quoc. Chegamos a uma ilha deserta, com águas azuis cristalinas e o barco parou ao largo, pronto para mergulharmos na nossa experiência “National Geograhic”.

Ana a fazer snorkeing

Ana a fazer snorkeling

As horas que se seguiram são indescritíveis!!! Foi um autêntico programa da National Geographic!! Corais, peixes coloridos e exóticos… Tudo o que estamos habituados a ver nesses programas. Até mesmo a Ana que inicialmente estava reticente, depois já andava a vaguear nas águas sozinha.

Depois de termos almoçado no barco (um excelente almoço feito pelos pescadores que conduziam o barco), fomos visitar outra ilha e mais uma vez explorar as suas águas.

Sérgio a almoçar um fantástico peixe grelhado

Sérgio a almoçar um fantástico peixe grelhado

O dia seguinte foi passado a relaxar entre os 10 metros que separavam o bungalow do mar e a deliciarmo-nos com a comida da ilha, que se baseia em peixe e marisco. Á noite fomos beber um copo com os novos amigos com quem fizemos snorkeling.

Esta noite aguardava-nos uma surpresa… Uma tempestade tropical, em grande, com direito a horas seguidas de relâmpagos que estremeceram tudo. Mas, no dia seguinte de manhã, mais uma vez, tudo estava tranquilo, o mar parecia um lago, como se nada se tivesse passado. E era nesta tranquilidade que, enquanto estivemos nesta ilha, começávamos os nossos dias: acordar, vestir fato de banho e ir “lavar a cara ao mar”, às 6 da manhã, com um mergulho nestas águas quentes, transparentes e tranquilas.

 Em conversa com outros turistas tivemos a informação de que o comboio aqui viaja a 50 km/h e decidimos fazer a viagem para norte de avião, caso contrário nunca teríamos tempo para fazer o percurso pretendido e reservar a viagem de regresso para sul para experimentar o comboio.

Como só tínhamos voo passados 1 dia, resolvemos, resolvemos alugar uma mota e aventurar-nos a conhecer a ilha. Como já referimos, esta ilha não tem estradas alcatroadas.

 

O Sérgio na "nossa" motorizada

O Sérgio na "nossa" motorizada

A 25 km do centro, numa aldeia de pescadores, e depois de várias pessoas nos terem apontado para o pneu traseiro,  fomos presenteados com um furo. Mas tudo se resolveu (fomos ao mecânico da aldeia) e a experiência de conduzir neste país foi bastante engraçada.

A Ana, na oficia, a beber um chá enquanto esperávamos que o furo fosse remendado

A Ana, na oficia, a beber um chá enquanto esperávamos que o furo fosse remendado

Depois de 2 voos, chegamos a Hanoi, capital do país, que fica situada no extremo norte.

A partir daqui esperava-nos o segundo ponto alto da nossa viagem: 3 dias em Sapa, na fronteira com a China e, no regresso, um cruzeiro de 2 dias em Halong Bay (www.cruiseshalong.com).

Passeamos pelo mercado (que é sempre dos melhores sítios para viver o quotidiano da população), pelo meio dos habitantes locais, a conhecer um pouco a sua cultura e a fazer algumas compras.

No mercado em Hanoi

No mercado em Hanoi

Nessa noite partimos de Hanoi para Sapa. A viagem de ida e de regresso é feita durante a noite de comboio.

A companhia que nos tratou das deslocações todas foi: http://www.oceantours.com.vn/

A viagem de Hanoi para Sapa foi a nossa primeira experiência de comboio e tivemos peripécias. Como marcamos a viagem no último dia, já não havia lugares em executiva. Por isso fomos numa cabina de 4 pessoas com o resto do povo. Isto é como a lotaria e o que nos havia de sair na rifa: quando entramos na carruagem deparamos com um senhor vietnamita, que embora não falando inglês, tentava comunicar. Explicou-nos que era engenheiro, tinha uma filha de 6 anos, tinha 40 anos, trabalhava em Hanoi e ia ter com a família a Lao Cai. A segunda personagem era um vietnamita na casa dos 45, com boa aparência, que chegou quando o comboio estava mesmo a partir (21.15h) e vinha podre de bêbedo. Para piorar a sua cama era a de cima e ele mal se aguentava de pé quanto mais subir para a cama. Pensamos que iria ser uma longa noite… Mas, após algumas palhaçadas, o outro senhor vietnamita ajudou-o a subir para a cama  e ele lá adormeceu assim como nós. Só voltou a ter problemas quando quis ir a casa de banho a meio da noite. Quase fazia o pino para subir para a cama! Fartamo-nos de rir!!!

Sapa é uma cidade fronteiriça, no distrito de Lài Cai, situada no noroeste do Vietnam. É uma das cidades mercantis mais importantes da zona e vivem aqui muitas minorias étnicas como H’mong, Dao e Tay. O governo tem programas para tentar preservar estas minorias, mas apenas porque atrai muitos turistas.

Mulher Dao

Mulher Dao

Somos um grupo de 7 pessoas: um casal holandês, um casal alemão (que estava a estagiar no Vietnam) e um rapaz austríaco que viajava sozinho.

O primeiro dia em Sapa foi passado a conhecer umas aldeias onde se cultivam o arroz e a aprendermos um pouco sobre o seu cultivo, assim como a visitar umas cascatas nas montanhas. É claro que, mais uma vez, aproveitamos para visitar o mercado local, repleto de especiarias, legumes e exóticas bebidas em garrafas com as mais estranhas criaturas lá dentro.

Mercado em Sapa

Mercado em Sapa

O segundo dia foi preenchido com um trekking pelo meio da montanha até chegarmos a umas aldeias isoladas. Foi fantástico!! A nossa guia (uma rapariga de 24 anos da etnia H’mong) é natural destas aldeias.

O Sérgio com  algumas mulheres de etnia H'mong

O Sérgio com algumas mulheres de etnia H'mong

O trekking foi acidentado porque o dia estava chuvoso e por isso estava tudo cheio de lama. Andamos a falar com a população (aqui, estranhamente, toda a gente fala inglês e só o aprendem com os turistas), percorremos os campos de arroz e de chá, visitamos casas dos locais… Sempre na companhia de algumas mulheres das aldeias que fizeram todo o percurso connosco em troca de lhes comprarmos qualquer coisita. Almoçamos numa aldeia e depois fizemos o percurso de regresso.

O trekking pelos campo de arroz

O trekking pelos campo de arroz

Nessa mesma noite, apanhamos o comboio de regresso a Hanoi, onde chegamos por volta das 5.30h da manhã e às 8.00 partimos para o nosso cruzeiro de dois dias por Halong Bay.

 Em Hanoi, apanhamos uma camioneta até Halong City, local onde embarcaríamos para o nosso cruzeiro.

Conhecemos os nossos companheiros de cruzeiro (dois casais de holandeses, um casal alemão e 4 raparigas holandesas) e o nosso guia, que se veio a confirmar ser um rapaz espectacular (25 anos).

Halong Bay, que literalmente significa “Baia onde desceu o Dragão” é património mundial da Unesco e situa-se na província de Quảng Ninh. A baia é constituída por milhares de monólitos de calcário, nos mais variados tamanhos e feitios, repletos de vegetação densa, que emergem das águas verdes do mar e pelo meio deles existem pequenas aldeias flutuantes.

 Reza a lenda local, que há muito tempo atrás, quando o Vietnam lutava contra os invasores Chineses, os deuses enviaram uma família de dragões para ajudar a defender a terra. Esta família de dragões começou a cuspir jóias e jade. Estas jóias transformaram-se em ilhas e ilhotas, que em conjunto formaram uma parede contra os invasores. O povo manteve as suas terras seguras e formaram o que mais tarde viria a ser o Vietnam. Após a invasão, os dragões estavam interessados em manter-se na terra, num local pacífico e belo e assim decidiram viver na baía. O local onde a Mãe Dragão desceu foi baptizado de Há Long (Long = Dragão).

O cruzeiro foi num barco típico de Halong Bay, em que no telhado tínhamos um terraço para apanhar sol, a meio a sala de jantar e no andar de baixo os quartos, com a respectiva casa de banho.

O nosso barco no meio dos monolitos

O nosso barco no meio dos monolitos

A primeira paragem foi numa destas aldeias, em que o resto do pessoal fez kayake mas com não havia kayake para nós, fomos num barco típico da região: uma casca de noz a remos, feita em bambu, na companhia do nosso guia e de uma rapariga local.

O Sérgio a tentar controlar a "casca de noz"

O Sérgio a tentar controlar a "casca de noz"

A noite reservava-nos uma enorme surpresa!!

Depois do jantar e como tínhamos referido que estávamos de lua-de-mel, a tripulação e o guia pediram a atenção de todos e apareceram com um bolo com velas (a dizer Sérgio e Ana Duarte e com a data) e ofereceram uma garrafa de vinho e um cesto de rosas.

Foi emocionante, pois como devem imaginar, não estávamos a espera.

O bolo e o cesto de rosas que a tripulação nos ofereceu

O bolo e o cesto de rosas que a tripulação nos ofereceu

Brindamos, partimos o bolo e foi uma autentica galhofa!! As garrafas de vinho sucederam-se e a cerveja também. A dada altura já estávamos a ensinar este povo todo a cantar a música “Atirei o Pau ao Gato”, seguindo-se as respectivas versões na língua de cada um. Depois ficamos na conversa e nos copos com o casal alemão e um dos holandeses. O alemão era piloto da Lufthansa e, como tal, deu para o Sérgio tirar uma série de dúvidas quanto aos aviões.

Regressamos a Hanoi e nessa mesma noite, pelas 23h, partimos numa viagem de 24 horas de comboio até Nham Trang. Por isso, fomos ao mercado comprar frutas e iguarias locais para a viagem.

 A viagem correu sem grandes peripécias. O comboio lentinho como sempre atravessou grande parte da costa do país. As paisagens são deslumbrantes!! Campos de arroz alagados em água, búfalos a nadar, praias desertas, zonas montanhosas com precipícios para o mar… É que viajar nestes comboios dá para ver pormenorizadamente as paisagens, tendo em conta a velocidade a que se viaja. A lentidão da viagem acabou por possibilitar o descanso.

 Nha Trang é o Algarve vietnamita, mas encontrava-se debaixo de chuva. No entanto deu para ver que é uma zona virada para o turismo, onde existe uma baía com 15 km de areias brancas onde não faltam as senhoras a vender lagosta grelhada: basta escolher a lagosta, a senhora tem um grelhador e grelha mesmo ali.

Tendo em conta o tempo, não fomos para a praia, mas sim a um pagode de monges vietnamitas, muito bonito e onde se vivia uma paz espiritual muito grande. Acendemos incenso a Buda para boa sorte e fomos ver uma galeria do mais famoso fotógrafo vietnamita.

Na manhã seguinte, bem cedo, arrancamos de camioneta para uma viagem de 5 horas até Mui Ne, um pouco mais a sul.

Ao entrarmos em Mui Ne parecia que estávamos no Hawai: palmeiras, dunas, água cristalina, pescadores, surf, kitesurf, bares, lojas de roupa de surf, marisco e flores por toda a parte…

Os resorts estão mesmo em cima do mar e mais uma vez o nosso quarto ficava a 10 metros do mar!!

O nosso quarto

O nosso quarto

Come-se extremamente bem, peixe e marisco e descobrimos um restaurante típico onde nos serviram uns camarões e uma lagosta fantástica!!

O Sérgio a comer uma bela lagosta

O Sérgio a comer uma bela lagosta

Mui Ne é uma zona que ainda não está extremamente massificada, mas tem tudo o que se pode pedir, até bares em cima da areia para se beber um copo à noite.
Tem uma série de locais e actividades que se podem fazer, mas nos só ficamos lá um dia e preferimos andar pelas praias e conhecer as redondezas.

Pescs em Mui Ne

Pescs em Mui Ne

Após mais 5 horas de camioneta, chegamos ao ponto de onde partimos (Saigão – Ho Chi Minh City).

Desta vez ficamos numa zona muito mais característica e onde todos os turistas costumam ficar. Há bares, restaurantes, lojas que vendem de tudo ao preço da chuva!!

A comprar chá, no mercado em Ho Chi Minh

A comprar chá, no mercado em Ho Chi Minh

Foi uma fantástica experiência, embora completamente diferente do que imaginávamos: a forma de viajar no país não é como imaginávamos, os preços não são o que imaginávamos, a cultura não é o que imaginávamos, o povo não fala inglês o que não imaginávamos. Por um lado, no início foi um pouco complicado, mas depois de conhecermos o modo de funcionamento do país, tudo se torna mais fácil.

O Vietnam é um país em expansão. É um país que economicamente cresce largamente todos os anos, é um país politicamente comunista mas que economicamente não o é, é um país que foi constantemente invadido e assolado por guerras, inclusive internas, e como tal ainda se está a definir a todos os níveis, especialmente ao nível cultural.

Última fantástica refeição no Vietnam

Última fantástica refeição no Vietnam

Ficamos com a ideia de que é tão fácil ir ao Vietnam como por exemplo ir até ao Brasil, com a mais-valia de se estar na Ásia, no meio de uma cultura completamente diferente, que a maioria desconhece.

Xin Chao a todos!!

Informação útil:

 Moeda local: Dong

Fuso Horário: + 6 horas

Informações:  http://www.vietnam.com/

                                  http://www.lonelyplanet.com/vietnam

Vacinação: efectuar a consulta do viajante, respectivas vacinas e mediação profilática

Conselhos: apenas beber água engarrafada

Documentos necessários: passaporte e visto (Portugal não tem embaixada do Vietnam; deste modo tem que se recorrer à embaixada em França ou a uma agência de viagens que tenha o serviço de emissão de visto, como por exemplo, El Corte Inglês)


Responses

  1. Foi bom recordar aquilo que já tinha ouvido na 1.ª pessoa. Vocês são os maiores! Adoro-vos!

  2. Olá Sérgio e Ana! Nós também decidimos ter uma lua de mel diferente, tal como vocês, e por isso estamos a meio da nossa viagem à volta do mundo, que vai durar cerca de 10 meses. Actualmente estamos no Vietnam e queríamos pedir-vos ajuda porque tem sido dificl encontrar informação fidedigna. Por acaso lembram-se com que agencia fizeram o tour no Delta do Mekong? Correu bem? E podem recomendar algum alojamento em Mui Ne e Ho Chi Mihn? Muito obrigada!!!
    E gostámos muito de ler os vossos relatos!
    Margarida e Luca

  3. Olá a todos,e a quem viajou nessa aventura,foi realmente um relato excelente.Tambem estou para efectuar uma viagem a esse País que penso ser maravilhoso mas com a vantagem de viver com uma senhora vietnamita,que fala portugues e sua filha que vive no vietnam e que tambem fala e escreve portugues corretamente.já existem alguns vietamitas que estudam a nossa lingua e outros que por trabalharem em paises de lingua portuguesa(ex:africa).são muito simpaticos e de muito bom coração,entre eles nem tanto,e acho que são muito fechados,talvez pelas mazelas das sucessivas guerras que teem enfrentado.Era otimo que as agencias de viagens e turismo tomassem conhecimento da existencia das pessoas que realmente estudam linguas nesse país para oferecerem aos seus clientes um complemento mais vantajoso aos seus clientes,pois entender a lingua vietnamita é mt dificil.Desejo a todos umas otimas ferias e aventuras por esse páis que imagino ser maravilhoso,gostei dos vossos comentarios.
    Barros e Vany


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