Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Junho 15, 2011

Uma Escapadela Clássica a Faro de Budiño

Semanas incríveis de stress trabalho e mais trabalho, sem tempo para respirar fazem-nos desejar mais do que nunca o fim-de-semana, embora nem sempre o fim-de-semana seja sinónimo de relaxar e abstrair.
Planeara ir fazer clássica à Serra da Estrela mas algumas surpresas desviaram os meus planos e este sábado teria mesmo que aproveitar e não deixar escapar a folga, ainda que não desse para ser na Serra uma rápida escapadela a Budiño seria mais realista.

Ui! Só o prazer de reunir o material de escalada clássica já me fazia sorrir, friends, entaladores, mosquetões, cintas, estribos, desentalador, expresses, cordas duplas, arnês, pés-de-gato, magésio, etc., etc…
Tudo isto reunido na mochila e já nós nos encontramos na paisagem de Faro de Budiño a escolher por onde começar.

As vistas de Faro Budiño

Desde o encontro de escaladores que a imagem de uma fissura não me saia da cabeça e nada melhor que abrir a época balnear numa via que aparentemente não traria grandes surpresas. Calavera, uma via completa com chaminés, fissura, bavaresa e um primeiro largo de 17m sem protecção, em placa tombada, não era a melhor forma de começar, mas teve que ser.

Primeiro largo, um III grau sem protecção

 

Dentro da chaminé da Calavera em Faro Budiño

Terminada a via tivemos que fugir ao sol abrasador e, enquanto reconfortávamos o corpo, éramos regalados com a imagem de uma fissura mítica, uma fissura que em tempos seria o expoente máximo de auto protecção desta escola. Um largo 7b, de fissura por vezes cega, com 22 metros de sofrimento que podem ser escalados inteiramente com os nossos “amiguinhos” ou então resignarmo-nos e utilizarmos os expansivos. Um sonho de fissura!

Fissura de 7b de auto protecção Oeste

De volta à realidade, optamos por dar a hipótese ao Vítor de se iniciar nas lides do entalanço, que acabou por abrir exemplarmente a sua primeira via de clássica “Miss Ripley 6a”, com direito a surpresa no final.

Vítor a desfrutar uma escalada de puro prazer!

 

 Alfange era a via que nos iria tirar dali, depois de progredirmos pelos cristais e regletes ínfimas do primeiro largo e, quando avistávamos a bela fissura de 25 metros do segundo largo, eis que que o céu se fecha e as gotas começam a cair…

Últimos passos do dia e primeiros da via Alfange

Estava na hora de fugir e voltar à realidade. Pena não termos escapado pelo topo da parede mas, ainda assim, saímos reconfortados com a tranquilidade que só a montanha nos consegue trazer.

Estávamos então prontos para mais uma dura semana, que passou rapidamente desta vez a sonhar coma Meadinha!


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