Este ano, a Serra da Estrela recheou-nos de surpresas e aventuras, principalmente no que respeita à escalada invernal.

Num inverno que muitos apelidaram de épico, as condições na mais alta montanha de Portugal variaram de más a aceitáveis, novamente a más e por fim condições fantásticas, tão boas que proporcionaram a muitos a realização de projectos com vários anos de baú!

Para mim, e por motivos de agenda, motivação e oportunidade os dias em que apostei na Serra saíram sempre furados, talvez uma “paga” por um excelente verão de 2012 na rocha…

Este vídeo que o Alcino nos presenteou remonta a um sábado no final mês de Fevereiro,  num dia em que as condições eram francamente más e que o grande desafio acabou por se tornar a aproximação à base da via “Corredor Estreito”, que decidimos fazer para não regressarmos de “mãos a abanar”.

Depois da terrível aproximação e de um entrada quase em Dry-tooling as condições da neve na zona mais abrigada ao sol eram bastante aceitáveis.

Neste mesmo dia, e recorrendo à imaginação, querer e criatividade a Daniela Teixeira e o Paulo Roxo acabariam por criar mesmo ao nosso lado um novo itinerário (ver mais aqui e aqui)

Ainda que sem grandes desafios esta escalada acabou por ser mais cómica do que aventureira como se pode comprovar no vídeo.

Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Abril 8, 2013

Um dia de escalada em familia no Vale de Poios

Desta vez, o post é diferente. Lançamos o desafio à família, que foi connosco partilhar um dia de escalada, e quisemos saber, por eles, que raramente escalam, o que acharam deste dia.
O Alcino, para além de escalar, divertiu-se a testar umas filmagens e o resultado foi este:

Haverá melhor dia que o domingo? Acordamos e chove lá fora. Haverá melhor dia para ficar na cama até tarde e gozar o dolce far niente? Era só isso que eu queria naquela manhã chuvosa…

Haverá melhor dia que o domingo para acordar cedo e aproveitar ao máximo? Não, não há. Chove lá fora… e depois? Uma chuvinha nunca matou ninguém!

Mas quando se tem um filho que não para, que adora desporto, não se conhece verdadeiramente o conceito de descanso. Por isso, levantei-me contrariada, vesti-me e lá fui eu…

Mas quando se tem uma mãe muuuuuuuuito preguiçosa é preciso pô-la a mexer. Por isso, levantei-me cheio de energia e lá fomos nós: eu e a minha mãe.

Fomos de carro até à casa do meu mano e da minha cunhada: mais dois doidos prontos a enfrentar a chuva em troca do prazer de escalar. Aí juntou-se a nós o Miguel e mais tarde o Alcino. E lá fomos nós. Eu sempre a pensar no quentinho da cama que deixara para trás. Chegados à Redinha, tomámos o pequeno-almoço e depois arrancámos rumo ao destino final. Após uma caminhada pelo terreno enlameado e escorregadio, por entre urze e arbustos, chegámos ao local onde iríamos escalar; eu limitar-me-ia a fazer uma triste figura, tentando trepar uma parede que me parecia monstruosa e invencível.

Abrigado numa pequena gruta, aprendi a fazer o nó de oito e a encordar-me. Foi um desafio engraçado que eu consegui superar, embora agora já não me lembre de como se faz. A Ana é uma óptima professora, mas não voltei a praticar, por isso acabei por esquecer.

A aprender a encordar

A aprender a encordar

Logo que parou de chover e o sol espreitou tímido por entre as nuvens, o pessoal, ávido de escalada, começou entusiasmado a preparar tudo. Os especialistas foram abrindo vias (estarei a dizer asneiras?!), com o Alcino sempre a filmar, esforçando-se por não perder pitada. Chegou a vez do Daniel escalar e a minha expectativa era grande, não só porque, como mãe, é minha função babar por tudo o que ele faz, mas porque achei que se ia sair muito bem, já que escala no Clube de Escalada da Maia. Mas o rapaz deixou-me ficar mal, desistindo a meio do percurso.

A tentar escalar aquela parede, percebi que era muito diferente daquilo que fazia no clube. Aí já conheço as presas e sei onde estão. Basta-me fazer umas três ou quatro vezes para conseguir decorar uma via. Como não consegui fazer o percurso todo, foi a vez da minha mãe, talvez para me incentivar.

Uma primeira tentativa (não é tão fácil como no CEM)

Uma primeira tentativa (não é tão fácil como no CEM)

Claro que tinham de se lembrar de me porem a escalar! Não que eu não goste, porque até gosto bastante. O que me chateia mesmo são os pés de gato! Como tenho uns pezinhos de princesa (feios, mas delicados!), aquilo é pior do que tortura chinesa para mim! Por isso, tive vontade de desistir o tempo todo, não pela dificuldade do percurso, não por falta de força, mas sim porque os malditos pés de gato, que segundo disseram eram um número bem acima do que eu calço, apertavam como tudo e só me faziam pensar nas minhas enormes pantufas de pirata! Morte a quem inventou os pés de gato! Mas, com muita dor nos meus queridos pezinhos, lá consegui chegar ao fim. A vista lá de cima era magnífica e fez valer a dor nos pés. De qualquer forma já decidi: da próxima escalo com as minhas pantufas! Ninguém me convence mais a calçar uns terríveis pés de gato!

Mãe em acção

Mãe em acção

Manuela a mostrar como se faz

Manuela a mostrar como se faz

À segunda tentativa, estava novamente com vontade de desistir, mas a minha mãe deu-me a motivação necessária:

- Daniel, escala-me já isso! Eu ando a esfalfar-me para te levar à escalada todas as semanas e a gastar dinheiro para chegares aqui e desistires?! Quero-te ver lá em cima e depressa!

Com esta motivação até subia ao Kilimanjaro! Não chateiem as vossas mães, se não é isto que vão ouvir.

A verdade é que cheguei ao topo e pude apreciar a vista incrível. E depois desta minha vitória, já não quis parar e fiz outra via também com sucesso.

Com persistência tudo se consegue

Com persistência tudo se consegue

A experimentar (e desfrutar) de uma via bem mais difícil

A experimentar (e desfrutar) de uma via bem mais difícil

A escalada continuou e, enquanto todos estavam ocupados, eu lutava contra o sono que me costuma assolar depois do almoço. Sem a cafeína que tem o dom de me manter desperta, o sono levou a melhor e eu acabei por adormecer com a cabeça em cima de uma pedra. Acordei quando o meu mano, com a sua habitual simpatia e sensibilidade, comentou em voz bem alta:

- Ei, a Nelinha está a babar-se toda em cima de uma pedra!

Felizmente, o Alcino e a sua câmara estavam demasiado ocupados para registar o momento. A minha reputação continua a salvo… por enquanto!

Como o que é bom acaba depressa, tivemos de ir embora. Mas com grande pena minha, que passei o tempo todo a reclamar, e por mim teríamos ficado lá.

Um dia bem passado em Poios

Um dia bem passado em Poios

No regresso a casa, tinha a sensação de que fora um dia fantástico, um dia que queria repetir, mesmo que toda a gente tenha troçado do meu lindo gorro. Ainda bem que os filhos existem para nos tirar da cama cedo e, cheios de energia, nos põem a mexer. Ainda bem que existem irmãos e cunhadas doidos por escalada e pelo contacto com a natureza! Obrigada a todos por tão bons momentos.

Muito obrigado a todos por este dia espectacular e tão divertido!

Por: Manuela Duarte e Daniel Duarte Nunes


A DUAS FACES é especialista em desenvolvimento de new e media. Criamos sites dinâmicos com backoffice, implementação a redes sociais e versão mobile

Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Março 20, 2013

Alpinismo, Escalada do Corredor da Agulha na Peña Ubiña, Espanha

“Operação relâmpago”: é assim que nos referimos às idas à Peña Ubiña. Por norma, saímos a uma sexta-feira, por volta das 20h, percorremos os cerca de 450km que nos separam de Torrebarrio, dormimos um pouco, fazemos a aproximação à via e durante o dia escalamos. 28h depois estamos de novo no Porto. Vale a pena percorrer 900km para escalar uma via…? Claro que sim!

No dia 5 de Janeiro o Nuno, o Emanuel e eu (faltou o Sérgio, nesta altura mais focado no Trail) chegamos a Torrebarrio já passava da 1h. O termómetro marcava -5 graus e, como vem sendo hábito, pernoitamos na paragem do autocarro. Às 5h toca o despertador, preparamos o pequeno-almoço e de seguida encontramo-nos com o nosso colega espanhol Ivan, que conhecemos no cume da Peña Ubiña quando escalamos a face norte no inverno passado, ficando aí agendada uma actividade conjunta.

A via que elegemos foi o famoso Corredor da Agulha (que nunca escalamos), pois sabíamos de antemão que estaria com condições de ser escalada. Situa-se na face noroeste da Peña Ubiña e é relativamente curta (300m), se considerarmos outras vias na mesma face. Pelas descrições sabíamos que a sua principal característica é um diedro que, sem gelo, é de difícil protecção.

Após 2h de aproximação iniciamos a escalada, formamos uma cordada de 4, o que complica o processo de progressão… No início do corredor surge o primeiro ressalto que à primeira vista parecia mais fácil, seguindo-se o famoso diedro que estava coberto de neve e gelo. Segue-se uma zona de gelo fino onde não é possível proteger (como é hábito na Peña Ubinã) e, a partir daqui, o corredor fica mais largo, restando agora superar um último ressalto e as últimas pendentes para alcançar a aresta de acesso ao cume. Uma via curta, sem dificuldades de maior mas uma interessante opção quando não se dispõe de muito tempo. Como terminamos cedo, ainda percorremos os cerca de 300 metros que nos separavam do cume onde contemplamos as fantásticas vistas e, ao contrário de outras vezes, ainda descemos de dia.

Fica o vídeo:

Por: Alcino Sousa
 
 
A DUAS FACES, design e comunicação é especialista em desenvolvimento de sites, páginas web e new media. Apoia os projectos do Chinelo de Meter o Dedo e do Team
Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Março 13, 2013

Férias em Gredos e Cuenca: o vídeo

No verão passado experimentamos as primeiras férias de montanha com o pequeno Budha.

Foram as primeiras férias com crianças. Mas, o facto de levarmos o Matias, foi só um pormenor que tornou as férias especiais: assistir a este processo de ver uma criança pequena em plena natureza e meio ambiente (embora não tenha deixado de ser um desafio adaptar as nossas rotinas à sua presença) foi e tem vindo a ser cada vez mais interessante.

O que tornou as férias verdadeiramente férias foi fazer aquilo que mais gostamos, estar entre amigos, em plena montanha, escalar, passear e desfrutar da natureza… como se quer.

Na altura, o Fred estava determinado a fazer um relato fiel daqueles dias e documentava tudo ao mais ínfimo pormenor, não sabíamos que por esta altura estaríamos a dar os primeiros paços nos vídeos mas agora faz sentido.

E foi assim: muitos vídeos, muitas fotos, baterias gastas ainda antes de chegarmos às vias, muitas risadas, muito boa disposição e claro, uma criança para animar a malta.

Ora vejam:

 Edição do vídeo: Frederico Pinto

 

DUAS FACES presente nas aventuras do Chinelo de Meter o Dedo
 
Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Março 6, 2013

Chinelo de Meter o Dedo inicia-se nos vídeos!

Por Alcino Sousa:
Inspirado nas imagens deste vídeo, principalmente nas pequenas avalanches ocorridas durante a escalada, impossíveis de transmitir através de fotografia, pensei que nas próximas actividades de alpinismo iria filmar em vez de fazer as tradicionais fotos. No entanto, queria uma qualidade melhor que os formatos que vamos vendo no Youtube, feitos com um telemóvel ou câmara fotográfica de baixa resolução. Assim,  pensei em rentabilizar uma pequena câmara de vídeo HD que já possuía, apenas confeccionando uma protecção e mais alguns acessórios.

Numa deslocação à Serra da Estrela com o Sérgio e Tiago com a intenção de abrirmos umas vias novas, fui fazendo alguns testes e, com a colaboração deles, filmando algumas passagens durante esses dois dias.

Após o desafio da edição, surge o primeiro teste: “Serra da Estrela novas Vias, Paparazzi e Fogo de Pandora”seguindo-se a experiência de filmar em falésia numa das idas a Poios (vídeo para breve).

As experiências foram positivas e, sempre que possível, a ideia de substituir o vídeo pela fotografia será para continuar.

Cada vez mais temos à nossa disposição meios que nos permitem recordar e partilhar os belos momentos que vamos desfrutando, seja na montanha ou fora dela, e devemos tirar o máximo partido deles.

 

A DUAS FACES apoia as aventuras do Chinelo de Meter o Dedo
Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Março 4, 2013

Escalada Clássica Serra da Estrela: Abertura de Novas Vias

Depois de abrirmos a Parto Bravo voltamos à Serra da Estrela uma mão cheia de vezes. A maioria delas sem grandes resultados devido às condições do tempo mas, entretanto, o verão chegou e finalmente as coisas começaram a ganhar forma: o sector “O Pastor”, ao contrário do esperado, acabaria por ser o primeiro a ganhar vida!

Visto que a neve teimava em não aparecer, voltamos ao Sector Lagoa Comprida a fim de continuarmos a exploração: eu tinha em mente algumas linhas mas sem dúvida que estava em pulgas por me meter na óbvia linha das fissuras paralelas… Mas, mais uma vez o tempo fez das suas e, quando no dia 7 de Dezembro começamos a subir a montanha mais alta deste nosso pequeno país, deparamo-nos com muita água resultado de uma noite muito chuvosa.

No meio da chuva e nevoeiro, o penoso caminho até à base das vias

No meio da chuva e nevoeiro, o penoso caminho até à base das vias

Mais uma vez a terrível aproximação e mais uma vez juramos não a voltar a fazer. Visto que tudo estava bem molhado, não tivemos outra hipótese se não rentabilizar a manhã para fazer um reconhecimento mais pormenorizado.

As filmagens do Alcino

As filmagens do Alcino

Ao início da tarde, o Alcino e o Tiago começam a abrir uma fissura ao lado da via “Parto Bravo”. Esta fissura começa novamente com um pequeno extraprumo que estava bem mais sujo e com mais pedras soltas e no início a progressão torna-se lenta. O Alcino vai recorrendo ao artificial na esperança de assim facilitar a tarefa e, por fim, quando a parede começa a tombar, a escalada torna-se mais fácil e a progressão mais rápida, embora com os dias curtos já a noite toma conta do dia.

Alcino e Tiago no início da abertura da via Paparazzi

Alcino e Tiago no início da abertura da via Paparazzi

Algumas rochas instáveis mesmo por cima

Algumas rochas instáveis mesmo por cima

Já depois do extraprumo

Já depois do extraprumo

No final a via entra num sistema de fissuras em que a rocha não está muito sólida o que obriga a alguma prudência, principalmente para quem abre uma via e ao mesmo tempo escala no escuro! Aproveitamos o top da via “Parto Bravo” e, devido à má comunicação, somos obrigados a subir jumareando. A viagem não tinha sido em vão: surgia pelas mãos do Alcino e do Tiago a via “O Paparazzi”, uma fissura simpática de autoprotecção tendo como único ponto fixo o top.

Paparazzi - a via junta-se no top à Parto Bravo

Paparazzi – a via junta-se no top à Parto Bravo

A noite aproxima-se

A noite aproxima-se

Estava na altura de rumar até ao restaurante Varanda da Estrela!

Muito material e muita tralha; agora vamos ao Varanda da Estrela!

Muito material e muita tralha; agora vamos ao Varanda da Estrela!

Na manhã seguinte, enquanto organizava o material que serviria para ajudar na progressão, analisava mais uma vez o possível caminho que, embora evidente, não deixava de ser intimidante. A parede apresenta-nos duas fissuras paralelas mas, na realidade, quase sempre progride-se só por uma.

A aproximação por cima bem mais fácil com um rappel de 60m

A aproximação por cima bem mais fácil com um rappel de 60m

O início foi realmente complicado, a sujidade e o acentuado extraprumo obrigam-nos a recorrer ao truques mais complexos da escalada artificial, existe sempre uma fissura que ultrapassa um tecto e a partir daqui a fissura torna-se bem mais estreita até acabar na primeira reunião. A complexidade tinha-nos feito gastar as preciosas horas até ao limite e, assim que alcanço uma pequena plataforma, coloco 3 pitões que me possibilitam um rapel até à base da vida, não sem antes fazer uma rápida limpeza que certamente tornará a próxima ascensão bem mais fácil. Finalmente o “Fogo de Pandora” tinha sido ateado, este menos revelador do que aquele fogo que em 2010 destruíra toda esta zona.

Sérgio a preparar-se para a batalha!

Sérgio a preparar-se para a batalha!

O primeiro largo todo em artificial!

O primeiro largo todo em artificial!

Note-se o extraprumo pela 3 corda!!

Note-se o extraprumo pelo martelo

Quase no final do primeiro largo

Quase no final do primeiro largo

Ao contrário das outras duas vias que se encontram na parede do lado, a “Fogo de Pandora” tem um nível técnico e psicológico bem mais elevado, embora no processo de abertura não tenhamos ficado com a mínima ideia do grau da via; apenas sabemos que se trata de uma bela via de autoprotecção que percorre uma fissura com mais de 40 metros!

Nesta pequena reentrância, Sérgio decide que por hoje está feito.

Nesta pequena reentrância, Sérgio decide que por hoje está feito.

É nosso desejo regressar em breve para ver que surpresas estão reservadas!

Um final de dia soberbo na Serra da Estrela

Um final de dia soberbo na Serra da Estrela

Sérgio Duarte

 
A DUAS FACES, empresa especializada em web design, apoia o Blog Chinelo de Meter o Dedo.
Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Fevereiro 4, 2013

Sala de Escalada no Porto {Climbing Halls in Oporto}

Voltei e meia, lá surgem, aqui pelo Chinelo, vários pedidos de informações sobre locais indoor onde praticar escalada, no Porto. Por isso, e para facilitar a vida aos praticante da modalidade, aqui ficam alguns contactos:

{Every once in a while, we recieved, here at Chinelo, requests for information about places where is possible to practice  indoor climbing, in Porto. For this reason, and to make life easier for practicing the sport, here are some contacts:}

Clube de Escalada da Maia, 100

http://www.facebook.com/CEM.Maia

http://100-escalada.blogspot.pt/

Contacto / Contactscem.escalada@gmail.com

Escala indoor, bloco com várias inclinações / Indoor Climbing; Boulder wall with various inclinations

Parede exterior para escalada com corda / Outside Wall for sport climbing

Local / City: Maia

CEM

CEM

CEM

CEM

O Refúgio

(Antiga loja Econauta / former Econauta store)

http://www.facebook.com/pages/REF%C3%9AGIO-A-tua-nova-loja-de-Montanha-e-Roc%C3%B3dromo/209412792431559?fref=ts

http://www.refugio-loja.com/
http://refugioportorocodromo.blogspot.pt/

Contacto / Contactsrefugio.porto@gmail.com; refugio@refugio-loja.com

Parede interior com várias inclinações e presas, Bloco / Indoor Climbing; Boulder wall with various inclinations

Loja de montanha onde pode adquirir material de escalada, montanha, alpinismo e trail running. / Moutain store where you can buy climbing, moutains, mountaineering and trail running equipment.

Local / City: No centro do Porto / In Oporto downton

O Refúgio

O Refúgio

Academia Pausa

(Bombeiros Voluntários de Gondomar / Gondomar Firefighters)

Escalada desportiva indoor / Inddor sport climbing
http://www.facebook.com/pages/Academia-Pausa/304987549533410

http://www.facebook.com/armando.freitas.35?fref=ts
Local / City: Gondomar

Academia Pausa

Academia Pausa

Se conhecerem outros locais públicos para se treinar escalada, agradecemos que nos façam chegar informação para que a possamos divulgar.

{If you know other public places to train boulder or sport climbing, please let us do get information, so that we may disclose it.}

Obrigada e boas escaladas

{Thank you and good climbing}

Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Janeiro 30, 2013

Escalada Clássica na Serra da Estrela

Nova via de autoprotecção, sector Lagoa Comprida

À medida que vamos escalando e que os anos vão passando é quase inevitável sentirmos um apelo por criarmos as nossas vias, por darmos vida a uma ideia, por imaginarmos um caminho, seja numa montanha, numa parede ou num bloco. Mas, na essência desta vontade, está o aventurarmo-nos no completo desconhecido e sermos os primeiros a passar por ali!

Eu sentia esse apelo e, embora já tivesse pintalgado algumas paredes, queria mais, queria descobrir um local e passar dias a imaginar qual a melhor solução para chegar ao cimo…

Esta história remonta ao verão de 2010 quando fui com o Alcino fazer clássica para o Cântaro. A caminho deparamo-nos com um cenário dantesco, a serra encontrava-se pintada de cinzento longe de todas aquelas cores majestosas. Ao regressarmos deste fantástico dia de escalada e ao cruzar a zona da Lagoa Comprida apercebi-me que o fogo deixara ao descoberto hipotéticos caminhos que só eu queria ver…

Em Fevereiro do ano seguinte, depois de uma tentativa frustrada de escalar em gelo, os 12ºC graus positivos obrigavam-nos a regressar mais cedo (o que para mim nem foi mau de todo). Assim surge então o passeio de reconhecimento e as primeiras fotos e, assim, fico com a certeza de que tínhamos parede, certamente uma certeza só minha… Nos tempos que se seguiram vi e revi as fotografias, imaginei e fantasiei traçados que poderiam nunca ser reais pois não era fácil arranjar companheiro de cordada para estas paredes, e eu entendo porquê!

Só a 28 de Agosto desse mesmo ano conseguiria convencer o Miguel Leite e o Vitor Martins que, corajosamente, confiaram em mim e me acompanharam na abertura daquela que seria a primeira via do sector da Lagoa Comprida. Convencer não será bem o termo, talvez enganar, o que na realidade se confirmou, pois eles fizeram tudo menos escalar.

Começamos a escalar quase ao final da manhã, depois de uma aproximação realmente dura. O local em si não é distante mas o acesso estava longe de ser fácil e prevê-se que com o crescer da vegetação se tornasse ainda mais complicado. Felizmente, agora é possível aceder mais facilmente se formos pelo cimo da parede e, em dois rápeis, estamos na sua base.

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Depois de perdermos a máquina fotográfica, resta-nos o telemóvel para registar o momento.

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O penoso caminho de terra solta, paus secos e muita rocha.

Sem garantias; a única certeza que eu tinha é que não estava nos meus planos utilizar pernos fixos. Esta zona está repleta de fissuras e só tínhamos que aproveitar as fraquezas que a parede nos oferecia e, logicamente, escolhemos a fissura mais evidente, de aspecto mais tranquilo mas que, ainda assim, exigiu ser iniciada em artificial. Uma fissura larga para a qual não tinha friend e um pequeno extraprumo dificultaram a tarefa e obrigaram-me a ser criativo. Para piorar, uma quantidade de pedras entaladas na fissura tornavam o processo mais precário e até perigoso. Escalados uns 5 metros, a parede tomba, o que torna tudo mais fácil. Sigo sempre a fissura e, no meio do musgo e das pedras soltas, eis que vou sacando as presas ideais para que a via se mantenha num grau simpático. Aparece um tecto que me obriga colocar um piton de rocha e a contorná-lo pela esquerda e, depois de uns movimentos em equilíbrio, entro numa trepada um pouco mais fácil que me vai colocar por cima do referido tecto e, a partir daqui, sigo a escalar por um sistema de pequenos blocos e fissuras instáveis, mesmo muito instáveis, que me levam até ao final da parede. Só aqui decido içar a máquina para instalar a reunião.

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Sérgio tenta desesperadamente escalar em livre e proteger…

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Já na parte final do extraprumo: “Será que esta pedra aguenta comigo?!”

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Parte final da fissura, antes do tecto.

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A colocar o piton para mais facilmente se proteger.

O Vitor Martins escala de segundo e em livre, retira todo o material (excepto o piton do tecto) e ajuda também na limpeza dos blocos instáveis enquanto o Miguel, em baixo, vai fotografando.

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Vitor na trepada final e todo ambiente da via

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Enquanto o Sérgio limpa a via e o Miguel espera e desespera

Neste dia de verão eis que surge, finalmente, a primeira via deste sector: “Parto Bravo 6a+?”, uma via com perto de 35 metros. Embora de grau baixo, acaba por ser bastante completa: fissura larga, fissura mais estreita, extraprumo, uma zona mais tombada, um tecto e umas trepadas mais fáceis no final, tudo isto por um granito laranja, nem sempre muito sólido, embora fácil de proteger, mas com presa, e que requer alguma perícia na manobra de cordas (convém alongar bem os pontos do tecto), tudo isto com um ambiente único!

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Mais uma vez, o caminho desesperante.

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A nossa parede ao fundo e outras hipóteses à espreita.

Lagoa Comprida – sector com muita parede mas, nem toda é tão sólida quanto parece; sem grande dimensão, embora quando escalamos se sinta o isolamento e o facto de nos encontrarmos já a alguns metros; existem várias possibilidades, sempre em fissuras e diedros, facto que exclui a necessidade de pernos. Nunca será uma zona muito popular devido à proximidade do majestoso Cântaro em apenas 20 minutos de carro!

Mesmo depois desta via e de confirmarmos que existiriam outras hipóteses, a tarefa de angariar companhia continuava a não ser fácil. Só em Novembro de 2011 é que eu e o Fred (Frederico Pinto) nos dirigimos à Serra, embora o regresso parecesse amaldiçoado.

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Frederico e Sérgio a serem apanhados pelo mau tempo.

Desta vez decidimos fazer a aproximação pelo topo da falésia, tarefa que se adivinhou bem mais fácil, e instalamos um rápel de acesso às vias. Mas, o tempo, que já não estava famoso, surpreendeu-nos e obrigou-nos a retirar carregados de frustração!

No entanto, nem tudo estava perdido: mesmo debaixo de condições invernais, ao voltarmos para o carro, decido que a deslocação não seria em vão e vou literalmente saciar a minha curiosidade e abrir uma pequena caixa de pandora…

Parto Bravo (6a+), 35mt
Sérgio Duarte, Vitor Martins e Miguel Leite
(escalar com atenção; embora já muito mais limpa, esta via pode apresentar algumas pedras soltas na parte final)
28 de Agosto de 2010
Jogo de Frieds (nº 6 pode dar jeito no início)
Cordas duplas, Cintas largas

Parto Bravo

(Mais vias e mais informação detalhada para breve)

 

Publicado por: Chinelo de Meter o Dedo | Dezembro 27, 2012

Chinelo de Meter o Dedo despede-se de 2012

Acabadinhos de sobreviver ao fim do mundo, decidimos fazer uma retrospectiva do que foi o ano de 2012.

Poderíamos dizer muita coisa deste ano: escalamos em gelo, fizemos alpinismo, escalada clássica, desportiva, corremos e viajamos. Mas, o que mais se salienta foi a falta de tempo…

Pouco tempo dedicado à montanha, pouco para viajar, menos tempo ainda para escrever e partilhar as nossas histórias, o que tornou este espaço um pouco mais pobre, fazendo desta a principal lacuna deste ano.

Para 2013 queremos, acima de tudo, continuar a sair para para a montanha com a família e amigos mas, também, compensar com histórias recentes quem visita o nosso blog .

Para já, despedimo-nos com um pequeno vídeo, fruto de uma das muitas histórias realizadas em 2012 e que ainda estão por contar.

A todos que nos acompanham aqui neste espaço virtual mas, principalmente, a todos os nosso amigos que nos acompanham no terreno, Votos de um Feliz 2013.

Chinelo de Meter o Dedo

Sérgio e Ana

duasfaces_2012

Obrigado a todos os que nos têm acompanhado

As minhas primeiras experiências nas meias maratonas de montanha!

Esta é uma partilha pessoal de toda uma nova experiência  um pouco diferente das que normalmente relatamos neste espaço. Desta vez não se trata de escalada, alpinismo, montanhismo ou até mesmo uma viagem. No entanto, o elemento comum continua a ser a MONTANHA, os espaços naturais, o contacto com a natureza e a vontade de nos superarmos!

Há 7 anos, quando Ana e eu nos aventuramos pelos Alpes, para além de uma nova dimensão da escalada e alpinismo, também nos foi revelado um desporto para nós totalmente desconhecido. Durante duas horas, muitas foram as personagens que desfilaram em passo de corrida à nossa frente, alguns com aspecto de atletas, outros nem por isso, mas todos num ambiente de festa. Assim tomávamos o nosso primeiro contacto com as corridas de montanha, desta feita a prova Rainha: o Ultra Trail Mont Blanc.

Montanhas nos Alpes: um terreno de excelência para a prática de desportos de montanha.

Montanhas nos Alpes: um terreno de excelência para a prática de desportos de montanha.

 

Vistas de Chamonix e os inconfundíveis glaciares do Monte Branco (2005)

Vistas de Chamonix e os inconfundíveis glaciares do Monte Branco (2005)

 

Ultra Trail do Monte Branco: prova rainha da trail de montanha, 2005 (166 km +9,400m de desnível; vencedor JAQUEROD Christophe com 21h 11min e 7 seg)

Ultra Trail do Monte Branco: prova rainha da trail de montanha, 2005 (166 km +9,400m de desnível; vencedor JAQUEROD Christophe com 21h 11min e 7 seg)

 

Ultra trail Mont Blanc, 2005 (nesta edição OLMO Marco chegaria em 3º lugar com 21h 49 min e 57 seg)

Ultra trail Mont Blanc, 2005 (nesta edição OLMO Marco chegaria em 3º lugar com 21h 49 min e 57 seg)

 

UTMB 2005: são várias as personagens

UTMB 2005: são várias as personagens

 

Até os bobos vão para animar a malta!

Até os bobos vão para animar a malta!

 

E o fiel companheiro...

E o fiel companheiro…

 

Mas tudo começou com um e-mail, há dois anos, em que o Vítor Martins me alicia com uma tal prova de 22km na Serra D’Arga, organizada por um tal Carlos Sá. Eu fiquei curioso, mas na realidade estava também em divida para com o Vítor: ele tinha-me acompanhado numa outra história na Serra da Estrela (um outro post que está na forja)!

Tínhamos dois meses para nos preparar, ou pelo menos tentar minimizar o sofrimento. Eu, o Vítor, o Emanuel e o Samuel partimos pela grande rampa que inicia a prova e que é talvez o seu maior obstáculo: mais de 3km a subir e, se não soubermos gerir o esforço, mais tarde pagamos a factura. A prova acabaria por correr sem sobressaltos mas na famosa saída do rio, quase a um 1 km da meta, eu seria atacado por um cão raivoso que se atirou sem piedade aos gémeos, cão de seu nome “cãibras” e que tinha sido atiçado pela falta experiência, mas principalmente, falta de preparação. Ainda assim, em mais de 250 atletas, terminar no 49º lugar foi um alento para a inscrição do ano seguinte.

A prova de 2012 seria a minha segunda participação na distância de 22km em qualquer tipo de terreno, mas desta vez estava disposto a preparar-me um pouco melhor. No entanto, uma queda ao abrir uma via em solitário na Serra da Estrela levaria a que o treino se resumisse a dois meses! Ainda assim tivemos a oportunidade de fazer alguns treinos nos montes em Valongo, em jeito de recuperação activa, embora com algumas reservas. Ia surgindo um espírito muito positivo no seio do grupo que se preparava para enfrentar a segunda edição da Trail Serra D’Arga e isso fez toda a diferença no decorrer dos treinos mas principalmente no dia da prova.

Treino em Valongo, um espaço interessante tão perto de casa!

Treino em Valongo, um espaço interessante tão perto de casa!

 

Vistas da Serra de Pias em Valongo

Vistas da Serra de Pias em Valongo

 

O espírito antes da partida, 2012

O espírito antes da partida, 2012

 

Eu não gosto de competições, mas gosto de me superar e era esse o meu objectivo; tinha a vantagem de saber o que iria enfrentar e, assim, planeei a minha prova.

No dia da prova bastaram os primeiros km’s para eu sentir os efeitos de ainda não estar 100% recuperado: 8km decorridos com fortes dores na perna. Tentava jogar na defensiva e não apertar ao máximo e valia-me das descidas, um terreno que joga a meu favor. Entretanto começava uma dor no peito que me acompanharia por mais de 3 km e quase me levaria a desistir, tal só não aconteceu porque pensei que ao desistir teria que continuar pelo meu pé até ao próximo abastecimento e, continuar por continuar, que fosse a correr!!! Passados quase 16km a correr praticamente só, sinto que o corpo começou a estabilizar e é por esta altura que um atleta passa por mim e me faz sentir que ainda estou em prova. Um pouco mais à frente um dos voluntários informa-me da minha posição e, isso, associado ao terminar das grandes subidas, fazem regressar o alento, e assim penso se não estaria na hora de atacar! Vejo ao longe um atleta e foco-me nesse objectivo, serve-me de motivação e sigo voando por entre os blocos de granito. Talvez pelo facto de estar habituado a trilhos de montanha ou porque arrisco um pouco mais, o certo é que ao entrar no último abastecimento consigo alcançar esse atleta com quem troco umas palavras em inglês (uma prova cada vez mais internacional). A partir daqui, tento gerir a posição e o esforço na esperança de não querer ser atacado pelo “cão” do ano passado! O trilho final, junto ao rio Âncora, é sem dúvida um hino à natureza. Faço-o com alguma precaução e, quando sinto que o cansaço se começa a apoderar, eis que tudo termina e sou recebido na recta da meta por simpáticos populares.

Sozinho a entrar no Rio Âncora

Sozinho a entrar no Rio Âncora

 

Samuel na trepada final nas margens do Âncora, uma autêntica escalada na lama

Samuel na trepada final nas margens do Âncora, uma autêntica escalada na lama

 

Poucos minutos depois da chegada, e graças à tecnologia, surgem os resultados e sou surpreendido com um 7º lugar do meu escalão (menos de 40 anos) e 17º da geral, isto tudo em mais de 450 inscritos. Resta-me esperar pelos amigos que fazem parte da Team DUAS FACES para juntos partilharmos os momentos de sofrimento e glória!

Team DUAS FACES 2012

Team DUAS FACES 2012

 

Pouco mais de um mês e meio mais tarde já me encontro a percorrer os 25km da Mini Trail Amigos da Montanha em Barcelos, uma prova com menos desnível mas mais longa. Durante os primeiros 14km o sofrimento apodera-se novamente de mim levando-me a questionar o porquê de me submeter a estes sentimentos, a esta angústia, se não estaria na altura de desistir…

Durante a Prova "Amigos da Montanha" (foto facebook Amigos da Montanha)

Durante a Prova “Amigos da Montanha” (foto facebook Amigos da Montanha)

O facto de haver mais atletas inscritos, talvez mais atletas habituados à estrada, faz com que o ritmo imposto seja bem mais rápido e isto desgasta-me profundamente. As subidas, onde eu também tinha alguma vantagem, eram escassas e nas zonas planas era vê-los a passar por mim a todo gás. Valia-me a chuva e o frio, as condições ideais para correr, ao contrário do sol e calor que encontramos na Serra D’Arga. Logo após a linha da meta é-me comunicado que tenho a 27º posição da geral e 17º do meu escalão num total de 620 atletas a terminarem a prova. Não deixo de ficar surpreendido e, mais uma vez, volto a esquecer tudo o que passei e a pensar que as paisagens de montanha e que todo o ambiente, principalmente a entreajuda e companheirismo, são as principais razões que me levam a correr em troca de “nada”!

A família também acompanha!

A família também acompanha!

 

No decorrer desta prova tive o privilégio de percorrer alguns km na companhia do grande Armando Teixeira que, acompanhado por outro atleta, passaram por mim em ritmo de treino e a conversar coisas do dia-a-dia. Não deixa de ser impressionante a performance destes nossos atletas, mas a humildade e simpatia seriam as principais características a destacar.

O trail running segue um crescimento sem igual se comparado com qualquer outro desporto. Se tivermos em conta o espirito de sacrifício que se impõe, não deixa de ser curioso! Mas seja por moda, pela facilidade com que se treina a corrida ou outro qualquer factor, eu concordo com as palavras de Denis Urubko quando diz que “é sinal que há muita gente que prefere não ficar sentada em frente à televisão”!

 

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